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A luta do homem pelos seus direitos de igualdade e de liberdade sempre estiveram presentes no desenvolvimento da humanidade, isso inclui a luta pela preservação do meio ambiente. A partir do choque das bombas nucleares no final da Segunda Guerra Mundial, iniciou-se a discussão sobre o abuso que o homem estaria exercendo sobre o ambiente em que vive. O domínio sobre a natureza seguia rumo à destruição daquilo que durante séculos julgaram estar acima. Desde 1950, os cientistas começaram a perceber os efeitos perversos da desordenada apropriação humana sobre o meio ambiente, especialmente nos últimos quinhentos anos de história. A depredação dos ecossistemas americanos, as monoculturas e especialmente a revolução industrial contribuíram para contaminar o meio com dejetos de todo o tipo. Na década de 60 surgiu o termo "ambientalismo" criado pelas ONGs (Organizações Não Governamentais) e a critica do processo de civilização das relações e instituições humanas. Na década de 70, os políticos passaram a ser responsáveis pela manutenção do ambiente. A década de 90 ficou por conta das empresas, onde o capital privado passa a ter grande valor. No período de 1990, o ambientalismo projetou-se sobre as realidades locais e mundiais, abrangendo os principais espaços da sociedade civil, do Estado e do mercado. A questão da proteção ambiental ganhou força com movimentos e eventos, como a ECO-92, realizada na cidade do Rio de Janeiro, e a presença forte que ONGs como o Greenpeace, exercem na sociedade. Em muitos lugares do globo há uma constante preocupação com o meio ambiente. Na Índia, por exemplo, desde 1973, há o movimento Chipko, que luta contra a super exploração das florestas, da água e da pesca por parte do Estado e de exploradores externos, seja por meio de ação direta, seja por meios institucionais. Nos anos de 1980, a política de degradação social e ambiental em Cubatão/SP, mostravam que o desenvolvimento de indústrias e da economia estaria acima da conservação dos ecossistemas nacionais. Não havia regras que organizassem a degradação do meio ambiente. A consciência ecológica não estava incorporada ao modo de vida da população, já que na década de 70 a preocupação com meio ambiente foi importada por intelectuais urbanos que não passavam de discursadores sem prática. A cultura nacional não conseguia perceber a ligação da pobreza com o desenvolvimento e a natureza. Em 1985 houve uma importante vitória para os ambientalistas: a Assembleia Permanente de Defesa do Meio Ambiente do Rio de Janeiro. Ela lançou o Decálogo em Defesa do Rio. Foi um programa de curto prazo que conseguiu expressar uma visão de movimento mundial sobre a ecologia urbana, envolvendo inúmeras propostas, como uso do solo democratizado, transporte coletivo a gás e de qualidade, políticas contra os desmatamentos e queimadas, preservação do patrimônio histórico e natural, incrementos na saúde pública, consumo e abastecimento alimentar urbano, tratamento do lixo urbano com biodigestores (bactérias que degradam o lixo) e programa de educação ambiental. A ética ecológica está associada ao bom relacionamento homem-natureza, a visão crítica do ser humano com os demais seres vivos e a conscientização da sua responsabilidade sobre o planeta Terra.
* MARCOS ROBERTO LUCIANO é graduado em Ciências Biológicas e especialista em Educação Ambiental: MBA em Gestão de Pessoas
romeo35@bol.com.br
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| Fonte: Jornal Diário de Cuiabá |
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| O Governo cumpriu as promessas referentes à Reforma Agrária? |
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