Segunda-feira, 6/9/2010
 
 
 
 
Mais uma vez Mato Grosso
1/6/2009 :: 08:13
Levantamento sobre desmatamento, feito pela organização não-governamental (ONG) Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e divulgado ontem, aponta que a região perdeu 178 quilômetros quadrados de cobertura florestal nos meses de março e abril deste ano. Mais uma vez, Mato Grosso foi o estado que mais desmatou nos dois meses analisados, um total de 76,6 quilômetros quadrados.

O levantamento do Imazon é paralelo à estatística oficial do desmatamento, calculada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que deve anunciar na próxima semana os dados referentes ao período entre fevereiro e abril deste ano.

Mesmo com números tão volumosos, acredita-se que a devastação pode ter sido ainda maior, devido à grande quantidade de nuvens sobre a região no período, o que dificultou a visualização dos satélites. A cobertura de nuvens na Amazônia impediu a visualização de 66% da região.

A devastação da região Amazônica é apenas um reflexo da forma de exploração econômica vigente não só nesta área, mas no país como um todo. Apesar de toda a tecnologia disponível e de muitos produtores buscarem alternativas para melhorar a produtividade sem a abertura de novas áreas para o cultivo e pecuária, ainda se registram casos em que impera o raciocínio típico do explorador que exaure a terra, tira dela tudo que pode e parte para outra área.

Não podemos mais conviver, nem permitir que esse estado de coisas continua a acontecer e que práticas antiquadas, retrógradas e antieconômicas continuem a ser uma realidade. Preservar o meio ambiente e produzir de forma sustentável é mais do que um discurso de ambientalistas, é uma questão de sobrevivência, de posicionamento em um mercado cada vez mais exigente e atento às práticas produtivas.

Mato Grosso é um estado único, valoroso, que ocupa posições importantes no cenário nacional e internacional no que diz respeito à produção agropecuária e, como tal, precisa abandonar de vez a pecha de destruidor ambiental. Para mudar esse cenário negativo, é preciso apostar em um posicionamento mais alinhado com essa nova forma de pensar e agir.

Fonte: Jornal A Gazeta
 
 
 
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