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| Como lidar com a estomatite vesicular |
Você já ouviu falar em estomatite vesicular? É uma doença infecciosa causada por um vírus (do gênero vesiculovirus, da família rhabdoviridae, de baixa patogenidade) que ataca mamíferos, principalmente os bovinos, mas que acomete também os eqüinos, suínos, caprinos e até mesmo os animais silvestres e às vezes, porém raro, o homem. Nada comparado aos terríveis estragos econômicos causados pela febre aftosa. Entretanto, mesmo tratando-se de uma pequena zoonose de baixa morbidade [de 5% a 10% dos animais doentes] e mortalidade baixíssima, as exportações mato-grossenses de carne para a Rússia estão suspensas desde que a doença foi diagnosticada na região do Médio Araguaia, mais especificamente no município de Cocalinho.
Em função disso, nada mais apropriado do que detalhar a doença para maior conhecimento do produtor rural. A estomatite vesicular é caracterizada, no caso dos bovinos e eqüinos, pela aparição de lesões arredondadas na pele dos tetos, mucosa na cavidade oral, como aftas na língua, gengiva, lábios e feridas na pele das patas, entre os espaços interdigitais (entre as unhas), nos bovinos, e lesões na coroa dos cascos, em eqüinos. Outras características importantes são a intensa salivação e uma certa dificuldade de locomoção.
Apesar de o animal continuar se alimentando normalmente, no caso do gado leiteiro é provável que haja uma baixa de produção. “É uma doença branda. Não é tão alarmante quanto a temida febre aftosa, porém, requer muita atenção”, diz João Marcelo Brandini Nespoli, médico veterinário da Coordenadoria de Controle das Doenças dos Animais, CCDA-Indea de Mato Grosso.
A estomatite vesicular ainda apresenta algumas incógnitas em relação à sua origem e transmissão. Porém, já se sabe que tal enfermidade é característica do hemisfério ocidental do globo, embora já tenha sido descrita em regiões da França e África do Sul. E a melhor maneira de precaução da estomatite vesicular é a atenção redobrada dos produtores para com seu rebanho, que pode contrair o vírus através de vetores (insetos hematófilos), animais silvestres (que, não obstante, podem ser hospedeiros do vesiculovírus) ou, como é conhecida entre os especialistas, por meio de transmissão mecânica (na qual o homem transporta o vírus sem contraí-lo).
O tratamento constitui basicamente no oferecimento de alimentos de fácil apreensão e mastigação, favorecendo a recuperação das lesões orais. As medidas adotadas para o controle da doença são a interdição da propriedade, isolamento dos animais doentes, controle de insetos e desinfecção da propriedade. A estomatite vesicular é uma doença de notificação obrigatória, apresenta sinais clínicos semelhantes à temida febre aftosa, porém, bem menos letal e contagiosa. “Apesar de existir vacina para a doença, não é disponível no Brasil por se tratar de uma patogenia secundária, se comparada à febre aftosa”, explica João Marcelo.
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| O Governo cumpriu as promessas referentes à Reforma Agrária? |
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