Quinta-feira, 9/9/2010
 
 
 
 
Corredores facilitam o manejo do gado na fazenda
Por entender que o corredor de animais pode ocupar área produtiva da fazenda, muitos pecuaristas deixam de fazê-lo e não percebem o prejuízo na organização e logística da propriedade. O médico veterinário Marco Aurélio Nunes, da Rural Plan, de Uberlândia, MG, explica que os corredores favorecem a movimentação organizada de animais, pessoas e máquinas. Eles limitam as áreas de malhadouro, evitam a mistura de lotes e o desperdício de pastagem pisoteada ou consumida por grupos de passagem. Com os corredores também é possível reduzir a mão-de-obra utilizada no deslocamento do gado na fazenda. “No manejo tradicional, precisamos de cinco homens para levar uma boiada: um na frente, dois dos lados e dois atrás. Com os corredores bastam dois”, compara o veterinário.

A disposição dos corredores na fazenda é de acordo com a divisão das pastagens, tamanho do lote de animais e a localização dos pastos afins. Eles são classificados em dois tipos: central ou principal, secundários ou internos. O principal, normalmente no centro da fazenda, serve como ligação dos corredores secundários ao centro de manejo, onde está o curral e a parte administrativa. Nessa via, Nunes explica que a movimentação de animais não é freqüente, apenas em época de vacinações, vermifugação ou outros manejos. Porém, a estrada é vital para a circulação de pessoas entre os módulos de trabalho, principalmente para transporte de suplementos e verificação de ocorrência.

Com maior freqüência de circulação de animais, existem os corredores internos dos módulos da propriedade. No manejo rotacionado, eles têm função de ligar à área de lazer, onde há suplementos minerais, água e local de descanso, ao corredor central ou aos pastos do mesmo módulo que não estejam diretamente ligados a área de lazer. Entre o pasto e a área de lazer a distância deve ser no máximo 300 metros para que não interfira no ganho produtivo do animal. Nunes explica que um macho de 15@ consome cerca de 70 litros de água por dia e para isso terá de caminhar até a praça de alimentação quatro vezes. Somada a distância de ida e volta, irá percorrer 2.400m. “Se a distância for superior a 300 metros com certeza haverá maior desgaste e perda no ganho de peso dos animais”, avalia.

Os corredores dos módulos devem ser evitados para utilização de terceiros, pois, como há maior movimentação de animais, pode, por descuido, ocorrer acidentes como também a mistura de lotes. Independente da função, na hora de planejar um corredor, o produtor deve pensar na menor distância a ser percorrida. O zootecnista Fernando Henrique Kamada, da Prodan-Tec, de Jaboticabal, SP diz que é importante que, antes de projetá-lo, o pecuarista imagine o número de animais manejados na via. A variação pode ser de 6 a 12 metros para que os animais caminhem com comodidade e haja espaço de folga, preservando cercas ou instalações.

Além disso, ele sugere que sejam priorizados os corredores em nível, para evitar erosões e facilitar o manejo. Evitar áreas de ribanceiras ou morros. Para limitar os corredores, não há necessidade de investir em cercas de maior esforço. Elas devem seguir o padrão utilizado na fazenda. Porém, o zootecnista acredita que uma forma de minimizar custos no início da implantação é investir em cercas elétricas.
 
 
 
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