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| Aproveitamento do bagaço de cana |
São inúmeras as possibilidades de aproveitamento dos resíduos da cana: entre elas a suplementação alimentar do gado (misturado à uréia) e produção de energia elétrica. A vinhaça (ou vinhoto) hoje é reutilizada pelas próprias usinas, diluída, na fertirrigação. Cada litro de álcool. Cada litro de álcool gera em torno de 12 litros de efluente, o que ainda é preocupante em termos ambientais em regiões com grande concentração de usinas, como São Paulo, na avaliação do pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros, Antônio Dias Santiago. O aproveitamento da biomassa, entretanto, é visto como a solução para evitar novos apagões no setor de energia pelo pesquisador da Esalq/USP Caetano Rípoli, que lamenta que grande parte da cana produzida no país ainda seja queimada.
“Além do problema da poluição e de saúde pública (aumentam o número de internações hospitalares na época da safra), temos o absurdo do desperdício de biomassa”, esbraveja. Segundo Rípoli, uma tonelada de palhiço (tudo que fica no campo após a colheita da cana) equivale a 1,5 barril de petróleo e um hectare de canavial contém de 4 a 10 toneladas de palhiço. “Isso significa que se fizer a colheita crua (sem fogo), cada usina se transforma numa usina de energia elétrica, cujo excedente pode ser vendido para as distribuidoras”, anima-se. O professoar da Esalq atenta para um aspecto que, na sua opinião, desestimula o aproveitamento do palhiço: o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa) determina que o valor máximo a ser pago por 1 megawatt/h de biomassa de cana vale R$ 105,31, enquanto o valor pago à mesma quantidade de energia eólica (cuja fabricação requer motores de tecnologia européia) pode chegar a R$ 229,51.
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| O Governo cumpriu as promessas referentes à Reforma Agrária? |
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