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Por: Elaine Perassoli
APR se reúne com ACN-MT e Acrimat
Para discutir a Bolsa de Comercialização do Boi
O presidente e o diretor executivo da Associação dos Proprietários Rurais de Mato Grosso (APR-MT), Ricardo Borges de Castro Cunha e Paulo Resende se reuniram, com o novo presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Jorge Antônio Pires de Miranda, e com o presidente da Associação de Criadores de Nelore de Mato Grosso (ACN-MT), José João Bernardes para discutir a Central de Comercialização do Boi, que já está em fase de implantação. “Estamos instalando as linhas telefônicas e providenciando a estrutura física para começar a operar a Central”, explica Castro Cunha.
Bernardes e Pires acreditam que esta pode ser uma saída para melhorar o preço do boi. "Este é o momento de nos unirmos e nos organizarmos para buscar o espaço que estamos perdendo no mercado", declarou Miranda. Bernardes aproveitou para acrescentar que o pecuarista precisa mudar o modelo de vender o boi e a Central de Comercialização pode ser uma boa idéia para começar esta mudança. "Mas para isso é preciso união e organização", enfatizou.
APR Mobiliza Pecuarista
Em Mato Grosso Para Reunião com CNA
O presidente da APR-MT, Ricardo Borges Castro Cunha aproveitou para convidar os presidentes da Acrimat e da ACN-MT para participar de uma reunião que será realizada em fevereiro com a diretoria da Confederação Nacional da Pecuária (CNA). O objetivo do encontro é discutir diretrizes para pecuária em 2005. "Além disso, pretendemos propor uma campanha em nível nacional e internacional para incentivarmos o consumo da carne bovina e mostrar que temos uma pecuária com boi criado totalmente a campo, ou seja um boi verde. É preciso valorizar o que temos de bom e a solução é a divulgação do nosso produto", destaca Castro Cunha, que aproveita para estender o convite a todos os pecuaristas de Mato Grosso.
Já confirmaram presença nesta reunião os presidentes da União Democratica Ruralista (UDR), Luís Antônio Naban, da Sociedade Rural Brasileira, João Sampaio, do Movimento Nacional de Produtores, João Bosco Leal e o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ), Orestes Prata Tibery Júnior. Mais informações pelo fone (65) 3023-1265.
O Pecuarista Brasileiro
Passa Por Uma Fase Negra
O pecuarista brasileiro enfrenta uma crise que começou no início de 2003 e se agrava a cada dia. A reclamação é unânime: insumos com preços altos e arroba do boi em queda constante. Mas, apesar disso, o criador continua investindo na melhoria da qualidade da carne e do rebanho. Mas na hora de receber por essa qualidade, o produtor rural está encontrando dificuldades. Além do preço baixo da arroba do boi, os frigoríficos de Mato Grosso estão com escala de até 20 dias “Isso prejudica ainda mais o pecuarista que só recebe 30 dias depois que entrega o boi no frigorífico”, destaca o diretor executivo da Associação de Proprietários Rurais de Mato Grosso (APR-MT), Paulo Resende.
“Não podemos esquecer dos encargos e impostos que pagamos sobre o nosso produto, o que também não é barato. Além disso, se o criador quiser receber na hora tem que pagar cerca de 9% de encargos”, explica o presidente do sindicato rural de Cáceres, Amarildo Merotti. O presidente da APR-MT, Ricardo Borges Castro Cunha aproveita para especificar alguns dados de sua planilha de preços pessoal e mostra a desvalorização da arroba do boi. Segundo ele, o arame, fosfato bicálcio, doses de vacinas e óleo diesel, são os principais insumos para o desenvolvimento da atividade pecuária e todos registraram alta de cerca de 20% em 2004. Nos últimos quatro anos, o valor da arroba de carne reduziu 9% saindo de uma média de R$ 60,00 para atuais R$ 53,00 e R$ 54,00. “O litro do óleo diesel passou de R$ 1,58, em novembro de 2003, para R$ 1,80, em agosto de 2004, uma majoração de 13,9%. Já a dose de vacina, contra Febre Aftosa aumentou de R$ 0,80 para R$ 1,00 nestes últimos 12 meses.
Enquete Mostra
desânimo dos pecuaristas
A APR-MT, fez uma enquete em seu site (www.aprmt.com.br) para avaliar como foi o ano de 2004 para o pecuarista. A pergunta ficou no ar entre 20 de dezembro e 12 de janeiro, teve 27 votos e destes, 7 avaliaram o ano como ótimo, esse número equivale a 25,93% dos entrevistados. Outros quatro, o que equivale a 14.81% , avaliaram 2004 como um ano bom.
Mas por outro lado, cinco (18,52%), avaliaram como regular, seis (22,22%) votaram no ruim e cinco (18,52%) avaliaram 2004 como péssimo. "Sendo assim, se juntarmos os votos do regular, ruim e péssimo, somamos o montante de 16 votos, ou seja 59,26% dos pecuaristas que participaram da enquete avaliaram o ano como negativo. Isso reflete a atual situação do setor", pondera o presidente da APR-MT, Ricardo Borges Castro Cunha.
A União e a Profissionalização
Podem Ser a Saída Para a Crise
Na opinião do presidente da Associação de Proprietários Rurais de Mato Grosso (APR-MT), Ricardo Borges Castro Cunha, a solução para a crise é o investimento em uma campanha de incentivo ao aumento no consumo da carne bovina, na divulgação da qualidade da carne e, principalmente, a união dos pecuaristas para que possam ter poder de barganha.
O pecuarista e associado da APR-MT, Luis Roberto Zillo, que cria na região de Cáceres, endossa a opinião de Castro Cunha, e acrescenta: “além da união, o pecuarista precisa se profissionalizar. Saber sua produção mês a mês auxilia muito na hora de vender os bois”, destaca.
Segundo Zillo, o pecuarista precisa buscar informações e novas tecnologias e conseqüentemente novos caminhos para sair da crise que assola o setor há quase dois anos. “Eu tenho um programa simples que me dá muitas informações importantes e necessárias para que eu possa fazer uma boa negociação com o frigorífico”, especifica.
A honestidade e a credibilidade também fazem parte da lista de soluções de Zillo. “Precisamos ser profissionais e falar claramente sobre nossas negociações. Cada criador faz ou fala que faz um tipo de negócio. Precisamos ser mais honestos nestas horas que todos tenham a noção do que se negocia e assim, tem condições de lutar por um preço melhor”, ressalta.
Associação de Proprietários Rurais de Mato Grosso (APR)
Fone – (65) 3023-1265 – e-mail – imprensa@aprmt.com.br
Assessoria de Imprensa – Elaine Perassoli – celular (65) 9971-0348
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