Segunda-feira, 6/9/2010
 
 
 
 
Para manter estoques de grãos, China deve aumentar importações de soja
09/03/10

A China, maior consumidor de grãos do mundo, irá manter os altos níveis de estoques para garantir a segurança alimentar no país e pra isso deve aumentar as importações de soja, disse Bao Kexin, presidente da Corporação de Reservas de Grãos da China.

“Manter de 150 milhões a 200 milhões de toneladas de grãos a mão é necessário”, por conta do balanço apertado entre estoques e demanda na China, e as dadas logísticas e infraestrtura atuais, disse Bao.

A China, nação mais populosa do mundo, consome cerca de 500 milhões de toneladas de grãos por ano, com o governo mantendo os estoques equivalentes a 40% da demanda para assegurar o abastecimento alimentar e controlar os preços, explicou Bao. O premier Wen Jiabao disse na semana passada que o governo vai procurar aumentar a produção de grãos, oleaginosas, algodão e açúcar, aumentando o preço mínimo dos grãos e continuado a estocar commodities agrícolas.

“O Premier Wen tem muitos anos de experiência no setor da agricultura, então tem um julgamento de que o mercado de grãos ficará muito apertado se os estoques caírem a menos de 150 milhões de toneladas”, explicou.

Segundo o presidente da Corporação de Reservas de Grãos da China, o governo comprou soja, milho, trigo e arroz para serem estocados em silos por todo o país para uso em casos de emergência e para prevenir mudanças excessivas de preços. O país possui as maiores reservas de grãos do mundo.

Altos Estoques
A produção da China está aproximadamente equivalente a demanda, com o governo renovando os estoques anualmente com o intuito de manter a média de 40%.

A quantidade dos estoques em relação ao uso é quase o dobro de nível mundial de 23% estimado pela Organização de Alimento e Agricultura das Nações Unidas para 2009-2010. Canadá, Estados Unidos, Brasil, Argentina e Austrália têm excedentes de grãos e são exportadores mundiais, então não é necessário que mantenham grandes reservas.

Importações de soja
Mesmo a China sendo auto-suficiente em trigo, arroz e milho, o país compra mais da metade das exportações mundiais de soja, de acordo com informações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). As importações alcançaram o recorde de 42,6 milhões de toneladas em 2009, além disso, o consumo cresceu e os estoques nacionais diminuíram depois de o governo armazenar mais de 6 milhões de toneladas.

A meta do país é uma média de auto-suficiência de 40%, a médio e longo prazo, no setor de oleaginosas, o que significa que 60% dos estoques ainda virão de importações, disse Bao.

Fonte: Bloomberg

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